Linha do tempo Fenit 50 anos
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História da FENIT

Próxima de completar 50 anos, FENIT reflete a indústria da moda do país

Ao longo dos tempos, a Fenit vem mantendo sua característica de refletir as tendências e necessidades de um mercado que passou e continua passando pelas mais variadas mutações econômicas. Prova disso é, que em sua primeira edição, em 1958, no Ibirapuera/SP, os figurinos reportados na feira eram de origem euro¬péia, acompanhando as tendências francesas, italianas e inglesas, inclusive nos tecidos e padrões, sem qualquer concessão ao que se poderia chamar de ‘‘sentimento’’ nacional.

Os registros da FENIT, por sua vez, confirmam esse fato: as primeiras edições exibiam quase que exclusivamente as idéias européias de vestir e as grandes atrações eram os figu¬rinistas estrangeiros trazidos para mostrar seus modelos.

Nos primeiros 15 de vida, a FENIT realizou um trabalho eminentemente di¬dático, procurando ‘‘ensinar’’ o consumidor brasileiro, sem distinção de sexo e idade, a se vestir melhor, em qualidade e gosto. Foi um período em que, nos estandes da feira, preva¬leciam os desfiles-show, misturando cantores, músicos, atores e até malabaristas aos mane¬quins que apresentavam as sugestões de moda. Mais que a nova moda, a atração era o show. Mas sempre procurando vender o made in Brazil.

A partir dos anos 70, sentindo a vitória da produção made in Brazil da criação ao tecido, a FENIT profissionaliza-se, transformando-se claramente no eficiente instrumento de venda de moda que hoje pode ser apreciado em toda a sua plenitude.
As histórias de progresso da feira, do mercado e da indústria se confundem ao longo dos anos e a contínua procura por ajustes às novas tendências mundiais e locais são a tônica que norteiam os anos 80 e 90.

Em 1980 nasce a FENATEC (Feira Nacional de Tecelagem), que passa a ter especificamente lançamentos de tecidos, fios estampas a serem utilizados pelos confeccionistas. Nessa década, o processo de profissionalização da FENIT torna-se ainda mais pragmático, com a implementação de um horário mais apropriado a transações comerciais e ao controle rígido da entrada do público, formado por compradores nacionais e internacionais, técnicos e fabricantes. Além disso, o evento passa a ter setores mais demarcados.

Em 1985, um grupo de expositores se reúne em uma única área para apresentar a moda Surf. No ano seguinte surge uma área destinada ao infanto-Juvenil e Bebê. Nos anos subseqüentes, teríamos, ainda, a criação de outros espaços, entre eles, o setor de Lingerie e a presença marcante da moda confeccionada pelos Estados brasileiros representados por estandes coletivos.
O final dos anos 80 é marcado por vários problemas de conjuntura econômica, mais precisamente, a implementação do Plano Cruzado e a inflação galopante da época. A FENIT passaria por outros planos econômicos nos anos 90.

No início da década de 90, a 39ª Fenit Primavera/Verão abre as portas como o primeiro evento da “era da inflação zero” - como a imprensa chamava os primeiros meses do governo Collor. Em 1993, a feira passa a ter um papel importante na formação e especialização de novas empresas que surgem no mercado nacional, destacando-se a participação expressiva das pequenas, médias e microempresas patrocinadas pelo Sebrae.

O sucesso inesperado do Plano Real repercutiu positivamente na 43ª edição da FENIT, em 1994. Daí em diante, o evento teve a consolidação da participação internacional e a moda brasileira começa a ter um processo de comparação mais qualitativo para suas coleções frente ao mercado internacional. Com o amadurecimento do setor e a profissionalização do evento, é retomada a setorização da feira para facilitar a visitação dos compradores vindo de várias partes do país e do mundo.

No final dos anos 90, a FENIT assume o papel de informar as últimas tendências do mundo da moda, sejam elas nacionais ou internacionais. E para valorizar o talento de jovens profissionais brasileiros é criado o Concurso Novíssima Geração. Escolhidos a dedo, por um júri composto pelos mais renomados profissionais do setor, estudantes são selecionados entre as principais faculdades de moda do Brasil.

Chega então o século XXI e a edição de 2000 da FENIT, realizada em conjunto com a Fenatec, é marcada pelo crescimento do setor, visando à exportação com o incentivo da APEX (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) para as pequenas e médias empresas. A moda masculina supera as expectativas de vendas e o Bom Retiro Fashion participa da feira com o objetivo de trabalhar sua imagem institucional.

No ano seguinte, a FENIT e a Fenatec acontecem simultaneamente ao Salão Infanto-Juvenil e Bebê e o sincronismo entre as feiras oferece ao público produtos de alta qualidade e grandes negócios. Em 2003, o mapa da moda brasileira pôde ser conferido na Texbrasil Fenit (Feira Internacional da Indústria Têxtil), na Texbrasil Fenatec (Feira Internacional da Tecelagem) e no SIM (Salão Internacional da Moda), além de uma programação composta de eventos paralelos e palestras com informações sobre tendências.

Nos anos posteriores, a Alcantara Machado, mais uma vez, incorpora novos referenciais de inspiração criativa na FENIT, realizando eventos como fórum Expofil, do Estúdio Edelkort, e o Beauty Concept, mostrando que a moda está em perfeita sintonia com estilos de vida. Prova disso é que em 2005 foi criado o Salão de Novos Talentos e o Projeto Espaço de Design. O primeiro com o objetivo de promover condições especiais para a participação de novos estilistas na Fenit; e o segundo como incentivo aos profissionais de design especializados na criação e desenvolvimento de estampas.

O processo criativo e inovador continua em 2006 com a FENIT entrando na “era da inspiração”. Foram idealizados dois momentos distintos para o evento: Fenit Business, área tradicional e setorizada destinada aos estandes dos expositores, a Fenit Inspiration, espaço voltado para a realização de eventos culturais e de entretenimento.

Assim é a Fenit, que para se manter atual e moderna, bem como refletir as necessidades do setor, está sempre atenta às mudanças da economia mundial e aos impactos no mercado interno, ajustando-se sempre, no intuito de estar preparada para a nova onda que surge: o crescimento dos países asiáticos no setor têxtil, em especial a China, fabricando produtos de qualidade, a preços acessíveis.

Mas essa é uma história que a FENIT promete, pelo seu expertise e por tudo que já passou, contar quando estiver prestes a completar 100 anos.

Rápida cronologia – Fatos e pessoas


Antonio Alves – 30/05/07 – GC.

Veja aqui a campanha da primeira FENIT